ARREPENDIMENTO, COMPARAÇÃO E A TORTURA... Douglas Santos
ARREPENDIMENTO, COMPARAÇÃO E A TORTURA DO “E SE…”
Existe um arrependimento que ensina.
E existe um arrependimento que condena.
O primeiro olha para o passado, reconhece o erro, aprende e segue.
O segundo volta ao passado todos os dias, tentando reescrever aquilo que já aconteceu.
É aí que nasce o “e se…”:
E se eu tivesse escolhido diferente?
E se eu tivesse esperado?
E se eu tivesse percebido antes?
O problema é que essa pergunta não muda o passado.
Ela apenas transforma o passado em tribunal.
E a comparação torna tudo ainda pior: você começa a comparar sua realidade com a vida que imagina que poderia ter vivido — ou com a melhor versão que os outros mostram.
Você deixa de viver a escolha que fez e passa a sofrer pela escolha que não fez.
Mas você não precisa de outra vida para encontrar paz.
Precisa aprender a olhar para trás com verdade, corrigir o que ainda pode ser corrigido e entregar a Deus aquilo que já não está em suas mãos.
O passado pode ensinar.
Mas não precisa continuar sendo seu juiz.
— O Paradoxo da Escolha
Douglas Santos
