O amor que carrego no peito não espera... Marco A Moreira Cardoso...

O amor que carrego no peito não espera datas.


Ele não vive apenas em dias marcados com flores ou presentes.
Ele pulsa — suave e firme — a cada segundo.


É no olhar que repousa com ternura.
No toque que não apenas encosta, mas conversa em silêncio.
No gesto que não precisa ser grandioso, porque é verdadeiro.


Amar é estar presente mesmo na ausência.
É escrever com os dedos palavras que só o coração entende.
É cantar desafinado, mas com alma — porque o sentimento é maior que a melodia.


É esperar sem pressa.
É cuidar sem prender.
É sentir sem exigir.


O amor vive na rotina, no café feito com atenção,
no abraço que diz “estou aqui”,
na saudade que não cobra, mas acaricia o pensamento.


Não é preciso ocasião para amar.
Basta estar inteiro.
Basta escolher — com carinho, com afeto, com entusiasmo, com dedicação —
caminhar junto, mesmo quando o mundo parece andar em direções opostas.


Que o amor seja sempre celebrado.
Não apenas em datas especiais,
mas em cada instante em que dois corações decidem se reconhecer.


Com todo meu coração,
Marco Arawak