MÃE QUILOMBOLA! Talvez o barulho... Eli Odara Theodoro

MÃE QUILOMBOLA!

Talvez o barulho provocado na natureza do meu desejo materno tenha despertado, em nós, a conexão com o amor desta união. O que verdadeiramente revelo não se compara a nenhum outro sentimento já sentido, já experimentado. Uma providência se justifica: as intenções são sagradas!

As bonitezas de ser mãe são como um jardim florido, onde as conjugações sentimentais despertam propósitos divinos. Não há surpresas quando o coração anseia, quando a emoção pulsa em certezas e a ancestralidade presenteia.

A semente do amor brotou!

Em meu útero de mulher preta, vingou.

Meu ventre é solo livre. Nele, uma semente consciente se movimenta, regada pela minha essência. Germinou!

E a descendência, com liberdade, chegou.

A esperança é quilombola: fruto saudável da resistência, alimentada pela memória, pela ancestralidade e pela coragem de existir. Cresce para protagonizar novas trajetórias, abrir caminhos e escrever outras páginas de vitórias na história.

Sou mãe quilombola.
Meu ventre é território.
Minha maternidade é ancestralidade.
Minha descendência é continuidade.
E a semente que germinou em mim carrega a liberdade de florescer. Eli Odara Theodoro