Aceitar o fim é um processo lento, mas... az0rg
Aceitar o fim é um processo lento, mas necessário para abrir espaço ao que ainda pode recomeçar. É difícil entender, de primeira, que algumas despedidas também carregam o poder de curar.
Crescer dói. Machuca. E, às vezes, parece um inverno que nunca termina.
Mas decidi que não vou deixar meu coração congelar.
Minha cura está em continuar enxergando o mundo em cores, mesmo quando tudo ao redor insiste em parecer cinza. Talvez minha maior revolução seja justamente essa: continuar escolhendo a pureza, a sensibilidade e a fantasia em um mundo que tantas vezes tenta nos tornar rígidos.
Por isso, sigo como um eterno menino perdido, colorindo os dias e me recusando a abandonar aquilo que ainda existe de mágico em mim.
E quando o mundo pesa demais, volto para a minha própria Terra do Nunca.
Ela se chama Ademah.
É onde encontro refúgio nos caminhos lúdicos da minha mente, onde transformo aquilo que dói em histórias, músicas e mundos — e, entre tudo aquilo que crio, encontro pequenos fragmentos da luz que pensei ter perdido.
Talvez crescer não seja abandonar a criança que fomos.
Talvez seja aprender a protegê-la.
