Os degraus da iluminação congênita... Celso roberto nadilo

Os degraus da iluminação congênita conduzem à reminiscência evolutiva do ser na tela superficial.
​Nas profundezas de uma realidade ambígua, o reflexo de uma época toca a moldura com soberana desenvoltura. A madeira, moida e liquefeita, ganha uma nova forma para manifestar a singularidade da sua espécie.
​Os cravos de ferro e de madeira conferem a máxima complexidade à obra, pois o ferro, corroído pelo tempo, carrega consigo a própria história.
​Surge então o vigor do laquê, nutrido pela gordura de origem animal ou vegetal. A realidade permanece ambígua na síntese da diluição: o encontro com a água que deságua na aquarela, contrastando com o rigor e a firmeza da margem profunda do desenho — ou do próprio autorretrato.