Os buracos brancos seriam de uma... Celso roberto nadilo
Os buracos brancos seriam de uma beleza única, singulares no universo: entidades que obliteram a realidade e rasgam o ambiente. É notório que o vórtice do espírito seja o prólogo dos céus — ambientes surreais nas paralelas da existência. Tantas distinções em olhares que sequer piscam, pois, se piscarem, o tempo se torna a areia que devora a si mesma.
Nessas manchas vermelhas dos sóis, vemos a energia viajar através das eras; nas lágrimas reais, contemplamos o microcosmo — este que, despido de definições ou resquícios de dúvida, reporta a própria descoberta. Tudo se conecta, não como uma mera evolução linear de eventos, mas como a própria realidade em que habitamos, imersa nas propriedades da probabilidade.
A realidade dita "concreta" é uma evolução desconectada: a alienação gera convicções e certezas que distorcem o cosmos, reduzindo a razão a uma nota de rodapé sobre o fato. Seja o buraco branco ou o negro, ambos revelam nossa extrema fragilidade diante do tempo e de suas ondas massivas de continuidade. Fato lógico: cada segundo é a simplicidade de um piscar nessa realidade ambígua. Por isso, percorro pensamentos pelas galáxias do espaço — seja o exterior, seja o interior, lá no início de tudo.
