Os Alienígenas, os Adereços e os... Celso roberto nadilo
Os Alienígenas, os Adereços e os Adornos do Primeiro Contato
O telescópio resplandece: a vida se revela pelo estudo de gases e luzes. Pois a matina alienígena se estendeu.
Se o primeiro contato ocorre a quatro anos-luz, a velocidade relativa não pode ser quebrada. Vemos os vizinhos cochichando. Os humanos gritam para o cosmos: “Olhem! Olhem para nós!”
O universo olhou. Seriam novos vizinhos ou apenas o homem das cavernas implorando por atenção?
— Relaxa. Vamos abduzir primeiro, compreender depois. Por raios, atravessamos o universo só para examinar as cavidades deste macaco hominídeo.
Diante dos recursos infinitos do universo, os humanos ainda se gabam: “Criamos a inteligência artificial!”
E quando o encontro real finalmente acontece, ganhamos espelhos e brinquedos que parecem algo infinitamente mais complexo, inigualável. Um bate-bate... Seria um mecanismo de atenção ou um dispositivo de comunicação dimensional e quântica?
— O gosto de terráqueo é saboroso, até parece carne de vaca. A propósito, a vaca parece inteligente... Por que eles comem a vaca?
— Até a maçã parece uma distração. Olha só, tratam como o fruto proibido! Eita... Por que metade deles é alienada? É falta de oxigênio, falta de maçã ou acho que é falta de vergonha na cara?
— Aquele ali gosta da gente, vamos levá-lo! Coloque-o junto com outro da mesma espécie para ver como se reproduzem... Estranho, são iguais.
— Leve mais dois. Pera! Para tudo! Joga no lixo orgânico. Não podemos contaminar a natureza, ou acabaremos nos tornando humanos.
Por Celso Roberto Nadilo
