Até onde tua liberdade te conduzirá?... KANGAL
Até onde tua liberdade te conduzirá? Ainda distingues o ciúme da traição, ou ambos já se confundem na penumbra da tua alma?
Disseste que tua liberdade valia mais do que o amor. Mas conheceste, de fato, o amor? Ou apenas vestiste a luxúria com o nome que ele nunca mereceu?
A cada desejo saciado, tornaste-te mais faminta; a cada noite, mais distante de ti mesma. A carne prometeu infinitos, mas entregou apenas o eco do vazio.
E assim, governada pelos próprios impulsos, caminharás até que teus dias se tornem insuportáveis. Então compreenderás, tarde demais, que nem toda corrente é forjada de ferro: algumas são tecidas pelos próprios desejos.
Foi nesse instante que se lançaram às chamas, não como vítimas, mas como quem confunde o incêndio com a luz. E a luxúria, faminta e silenciosa, perseguiu tua alma como um leão que fareja uma gazela perdida na noite, enquanto as sombras sorriam, pois sabiam que o verdadeiro abismo sempre nasce dentro do coração.
