“Amor por Dois” Se um só coração... Patrick da Silva Freitas...
“Amor por Dois”
Se um só coração pode amar apenas um destino,
então talvez eu esteja traindo.
Porque amo você...
e amo a mim,
por ainda ser capaz
de sentir um amor tão profundo.
É difícil amar por dois.
Que coração suporta
o peso de duas almas
sem se romper pelo caminho?
Talvez seja por isso
que o meu vive em pedaços.
Eu perdoei.
Não porque a dor foi embora,
mas porque o amor
se recusou a morrer.
Só pedi que me reconquistasse.
Nunca coloquei um prazo.
Acreditei que quem ama
entende que a confiança
não renasce de um pedido de desculpas,
mas de atitudes.
O tempo passou.
E, aos poucos,
o seu sorriso foi ficando distante,
o carinho virou silêncio,
as palavras se tornaram espinhos,
e eu passei a me sentir sozinho,
mesmo segurando sua mão.
Enquanto isso,
minha mente me atormenta.
Ela me faz reviver
o dia em que tudo mudou.
Ela me faz acreditar
que ainda existem verdades escondidas,
porque quem já quebrou minha confiança
transformou qualquer silêncio
em motivo para eu temer.
Não dói amar.
Dói amar alguém
e não saber
se ainda existe um lugar
para esse amor.
Dói olhar para você
e me perguntar
se algum dia fui amado
com a mesma intensidade
que sempre te amei.
Se isso é o amor incondicional,
como eu poderia simplesmente ir embora?
Como abandonar alguém
que ainda mora no meu coração,
quando o meu próprio coração
se recusa a desistir?
Talvez eu ame mais do que deveria.
Talvez eu espere
que um dia você escolha
me reconquistar
com a mesma força
com que eu escolhi ficar.
Porque existem amores
que sobrevivem à traição,
mas morrem, aos poucos,
quando apenas um coração
continua lutando por dois.
