6. Considerações Finais: A Rejeição... Duarte Nuno Bastos de...

6. Considerações Finais: A Rejeição à Pressa para Viver
Em suas observações finais, Duarte Nuno Bastos alerta para a sedução
perigosa do "botão da pressa para viver". Ao concluir seu fólio, o autor
reconhece que, embora o homem moderno aperte inúmeros botões ao longo
de sua jornada, a essência da existência permanece imune à aceleração
artificial. A vida não admite atalhos para a maturidade nem aceita comandos
instantâneos de aceleração; ela é um fluxo contínuo que persiste em sua
própria cadência, independentemente da nossa ansiedade por resultados
imediatos. A existência humana, em sua beleza e complexidade, é um
processo de aprendizado que não aceita comandos instantâneos.
Nota final
Espero ter contribuído para duas reflexões.
A. Somos seres humanos. Não somos carros nem computadores — embora eu
trabalhe com Tecnologia da Informação, minha profissão. Pessoas não podem
ser comparadas por resultados, comportamentos ou conquistas. Cada vida tem
seu tempo, sua história e seus desafios. Nunca se compare.
B. Assim como não existe um botão capaz de fazer o paracetamol eliminar
instantaneamente uma dor de cabeça, também não existe um botão que faça
desaparecer, de imediato, nossas dores, medos ou angústias. A vida não foi
criada com esses botões.
C. Por isso, aceite-se e ame-se. Pratique o autocuidado. Ore segundo a sua fé,
qualquer que ela seja. Talvez esse seja o melhor "botão" que temos para
encontrar a felicidade — hoje, amanhã ou até daqui a vinte anos.
Não tenha pressa. Algumas das coisas mais importantes da vida amadurecem
apenas com o tempo.
Duarte Nuno Bastos