nuno05
2026 abril 27
Andar de !bicicleta, você lembra dessa sensação?
Você recorda a sensação da primeira vez que conseguiu andar de bicicleta?
Eu aprendi na rua do bairro onde morava. Caí, ralei os joelhos e senti a ardência dos antissépticos, tudo isso no quarteirão da minha casa.
Certo dia, algo dentro de mim considerou que já era hora de avançar os limites e experimentar aquela rua larga e asfaltada, onde as crianças grandes se aventuravam com suas bicicletas. Era uma descida em que a velocidade era tal que podíamos tirar os pés dos pedais e mantê-los esticados, enquanto o vento soprava em nossos rostos.
Viver aquele momento, confiando em mim mesma, me permitiu experimentar a alegria de superar meus próprios limites.
Superar-se é ir além, vencer o temor do desconhecido e acessar uma realidade que não pode ser descrita por sua íntima natureza.
Anos mais tarde, na juventude, conheci a Logosofia e, por meio de seus conhecimentos revisitei a mesma sensação de liberdade ao me dispor a pensar sobre conceitos, valores, pensamentos e ideias. Aprendi que deveria pensar sem temor, com a valentia dos intrépidos descobridores de mundos.
Porém, agora meu mundo interno tornou-se a nova fronteira, o novo limite a ser explorado. O conhecimento de si mesmo deixou de ser um enigma para se revelar como uma realidade transcendente.
Visite nosso site e confira conteúdos que inspiram seu crescimento diário.
Um afetuoso abraço,
Denize Martinez
Membro da Fundação Logosófica - Em Prol da Superação Humana
logosofia.org.br
Se te propõe-se a amar como Jesus nos amou e ama, não esperes pela consideração do mundo. Não creias que te seja possível conciliar interesses tão antagônicos quanto os dos espíritos imortal e os da matéria, que passa. Sempre haverás de viver com o que te seja estritamente necessário, porque todo excesso de qualquer natureza pesar-te-á na consciência. Sentir-te-á na obrigação de mais dar que receber. Quando se tratar de renúncia, a iniciativa de ceder em favor dos outros caberá a ti. Não contarás com a compreensão da maioria dos que te cercam, principalmente daqueles que te integram o círculo familiar. (...) Porque incomodarás consciências adormecidas, raros reconhecerão o valor do teu esforço, que farão questão de deixar no desconhecimento.
6. Considerações Finais: A Rejeição à Pressa para Viver
Em suas observações finais, Duarte Nuno Bastos alerta para a sedução
perigosa do "botão da pressa para viver". Ao concluir seu fólio, o autor
reconhece que, embora o homem moderno aperte inúmeros botões ao longo
de sua jornada, a essência da existência permanece imune à aceleração
artificial. A vida não admite atalhos para a maturidade nem aceita comandos
instantâneos de aceleração; ela é um fluxo contínuo que persiste em sua
própria cadência, independentemente da nossa ansiedade por resultados
imediatos. A existência humana, em sua beleza e complexidade, é um
processo de aprendizado que não aceita comandos instantâneos.
Nota final
Espero ter contribuído para duas reflexões.
A. Somos seres humanos. Não somos carros nem computadores — embora eu
trabalhe com Tecnologia da Informação, minha profissão. Pessoas não podem
ser comparadas por resultados, comportamentos ou conquistas. Cada vida tem
seu tempo, sua história e seus desafios. Nunca se compare.
B. Assim como não existe um botão capaz de fazer o paracetamol eliminar
instantaneamente uma dor de cabeça, também não existe um botão que faça
desaparecer, de imediato, nossas dores, medos ou angústias. A vida não foi
criada com esses botões.
C. Por isso, aceite-se e ame-se. Pratique o autocuidado. Ore segundo a sua fé,
qualquer que ela seja. Talvez esse seja o melhor "botão" que temos para
encontrar a felicidade — hoje, amanhã ou até daqui a vinte anos.
Não tenha pressa. Algumas das coisas mais importantes da vida amadurecem
apenas com o tempo.
Duarte Nuno Bastos
