Desde que nos dividimos e multiplicamos... Celso roberto nadilo
Desde que nos dividimos e multiplicamos as células, conhecemos a solidão.
A solidão nos acompanha a vida toda, até a morte, quando voltamos a ser pó.
Dentro da luz, vemos a vida florescer.
Diante da fome, vemos inovações do calor que nos amamenta.
As ilusões são ilustrações da vida.
Num universo imenso e complexo, nos completamos.
E assim crescemos: as ilustrações ganham formas de ilusões.
Mesmo no amor, vemos aglomerados de certezas num mundo de apostas e achismos.
E evoluímos, sonhando com os pés no chão.
Abrimos portas na imensidão, olhamos para nós mesmos,
e ainda buscamos compreensão diante da nossa própria existência, dentro de cada ser existente.
Somos espelhos dentro de espelhos, buscando esperança e finitude no horizonte de nossas vidas.
Sendo o passado um reflexo do futuro,
dando para si o despertar de um olhar crítico.
Analisando cada aspecto de suas lembranças, até o limiar do horizonte de eventos...
O cosmo em si é uma gigante vermelha se debatendo na imensidão,
até esfriar e se tornar uma anã branca.
Seus fótons de luz representam a energia que criou a vida num planeta azul.
Por Celso Roberto Nadilo
A vida floresce no mesmo tempo começa a morrer ate florescer e dar frutos depois evoluir se decompõe no espaço continuo.
