​O Tamanho da Emoção ​Era do... Celso roberto nadilo

​O Tamanho da Emoção
​Era do infinito:
breve deslumbre do paradoxo linear.
O abrigo do sonho se torna o tempero
do estado temporal
no primeiro raio do sol...
​Há caos e desequilíbrio na pressão absurda.
As explorações são caladas pelo vácuo,
pois o som não se propaga,
nem o fogo no colapso da estrela.
​Pulsares derramam a matéria de seus núcleos.
Nas órbitas, iniciam-se novas incursões:
uma estrela devora tudo,
chocando-se contra um quasar.
O nu e cru do espaço ganha relevo
em nuvens massivas.
​Diante da imagem, sinto o coração quase parar.
Imagine a beleza desse momento dentro da mente,
clamando por um final...
Mas esta vida é ínfima diante do evento
do universo em expansão.
​Cometas são tragados pela imensidão
da gravidade massiva.
A explosão deixa um rastro de meteoros
que carregarão o mistério do cosmos.
Pois a rocha fala.
​E compreender suas palavras
é um amor sem começo ou fim diante das eras.
Só temos essa noção ao observar o céu,
pois nossa existência não passa de um grão de areia
perto de quando a vida do universo começou —
seja no eco de uma grande explosão,
seja de outra maneira que ainda desconhecemos.
​Mas o tempo...
O tempo tem o exato tamanho
da emoção de conhecer os astros.