Quando a Humanidade lembrar seu nome... GISELLI ESPINDOLA LIMA

Quando a Humanidade lembrar seu nome


Certa vez, me perguntaram como seria o mundo perfeito que eu gostaria que existisse.
Respirei fundo e, com palavras simples, respondi:


Seria um mundo onde a paz falasse mais alto do que qualquer arma, onde o afeto fosse herança, e a empatia, instinto de nascença.
Um mundo onde a união não fosse só discurso, mas resistência viva contra toda injustiça.


A fome?
Seria apenas um termo esquecido nos livros antigos,
e não a realidade de tantos rostos invisíveis.


A esperança guiaria os passos dos que andam sem direção,
E a fé...
Ah, a fé seria inegociável:
força que pulsa, luz que não se apaga, bússola daqueles que ainda acreditam mesmo em meio às incertezas.


Nesse mundo, os sonhos não dormiriam em gavetas -
ganhariam asas, caminhos, forma.
As doenças teriam nome, mas também cura.
E a humanidade...
essa, lembraria do próprio nome.
Seríamos mais humanos, menos mecânicos.


As crianças brincariam sem medo do amanhã,
os idosos seriam tratados como tesouros da existência,
E o lar...
O lar seria um direito, não um privilégio.


As nações estenderiam as mãos umas às outras,
a natureza floresceria sem feridas,
e os animais voariam livres
sem gaiolas, sem balas, sem fins impostos.


As palavras poderiam ser ditas sem medo.
O amor seria o idioma universal,
e o abraço, morada.
O sorriso, cura silenciosa.
Sim...
esse seria um mundo perfeito.


Mas o mundo não é perfeito.
Nunca foi.
Deus o criou com pureza, mas a humanidade, em seu ego, escolheu desfazer o paraíso com as próprias mãos.


Ainda assim, há esperança.
Porque, no meio da multidão, existem corações que insistem em ser luz.
Pessoas que ainda carregam no peito essas sementes
e, por onde passam, deixam o mundo mais leve, mais humano...
mais perto do que um dia chamaremos de perfeito.


– Giselli Espíndola lima