A natureza e seu esplendor. Ao lado de... Monalisa Ogliari
A natureza e seu esplendor. Ao lado de um campo de girassóis, dorme um lago sob a neblina a sonhar com papoulas vermelhas ao vento. Açucenas brancas destilam a madrugada e eu estava acordada a ver o espetáculo. Lírios à beira do rio mostravam que as margens eram adornadas com flores. Antúrios escarlates brilhavam onipotentes em seu ser luminescente e se destacavam em campos de deserto e suas miragens. As orquídeas varriam o quintal, volumosas no seu violeta vivo a espraiar amenidades em suas folhagens. Cerejeiras floridas eram um espetáculo a parte, tão longe e tão perto, a expandir flores rosas na íris da primavera anil. A floresta estava coberta de musgo como um camaleão a se camuflar no ambiente do bosque silencioso. Havia uma árvore solitária na colina, uma árvore que cresceu cedo demais e era preciso olhar o céu para vê-la. Suas raízes profundas encontravam as pedras. E da árvore caiam folhas secas de outono. A chuva fina sobre a terra vermelha fazia lama nos pés, que se lavavam em uma cachoeira cristalina, vinda de um rio serperteando a planície. Muitas léguas adiante o mar revolto sob uma tempestade balançava os barcos dos pescadores preocupados, mas que chegaram sãos aos seus lares. Avistava-se o oceano azul sem fim entre as conchas esquecidas na areia. Ao anoitecer a lua iluminava as dunas. Montanhas cobertas de neve sonhavam vales verdejantes. A lua cheia refletida na água era suave aos olhos como o pôr do sol no horizonte. Ao olhar o céu via-se estrelas espalhadas como sementes e os campos terrestres brotavam com abundância. A aurora colorida anuncia um novo dia. O sol nascente entre montanhas é uma poesia.
