No frescor das margens peculiares do... Celso roberto nadilo

No frescor das margens peculiares do nocivo sentimento pragmático.
Pois o sentir é a simplicidade do tempo urgindo, todavia, num profundo espectro visual.
As dores são meros sentidos literários que devemos ignorar diante do fascismo iminente que caminha nas sombras com a alma expurgada do espírito. O corpo é um vazio refletido infinitamente, caótico e relativista, do qual deformamos a realidade para que ela se torne aceitável dentro da linha eterna da interrogação.
​Vendo que as profundezas são fundamentais para prosseguir mais longe na lógica do intelecto, as sombras distorcidas revelam a presença física do tenso sentimento do mar da serenidade — a miragem da tranquilidade envolta nos estágios da tempestade que se forma em solúveis pensamentos errantes, dos quais deformamos a realidade para que seja aceitável dentro da sintonia da compreensão relativa.
​Aceitável ou não, tudo passa por um redemoinho cujo centro traz paz e serenidade, até que a turbulência — envolta nas premissas do caos — se converta em ordens transdimensionais. Sendo que, numa existência magnânima, não é necessário possuir um corpo físico, pois uma mente coletiva pode existir num mundo temporal e antemporal, estabelecendo o seu próprio mar da tranquilidade.
​Numa linguagem específica, a especulação do espaço e do tempo dentro da relatividade.
Certamente, a partir dessa compreensão, as fronteiras são a curvatura da gravidade transcendendo a própria existência num estado divergente de ideias — a transcendência do extinto sentimento. A cada deslumbre de cada página do espaço arremessada, vemos os traços iniciais do microcosmo. Toda a beleza reside nos neurosinápticos do espaço.
​As coordenadas traduzem-se na semente da vida para o espaço, transcendendo o sentimento pragmático dentro das variáveis infinitas. Vemos aglomerados serem absorvidos e, ao mesmo tempo, crescerem para as linhas do DNA do universo conhecido, oferecendo o espetáculo da teoria das cordas: fantasmas que se alinham na verdade esmagadora que nos encontra na essência.
​A linha eterna da prosa, dentro dos dados assimilados, dá origem a novos sentimentos emblemáticos na mente e a imagens configuradas para ser o espaço que, no fundo, é a mesma ideologia implantada na biosfera.
O transtransumanismo torna-se algo necessário e iminente: a funcionalidade da evolução existencial como colonização do espaço. Com a mente digitalizada que transmuta o espaço-tempo, pode-se viajar à velocidade da luz imprimindo um corpo e transferindo a consciência.
​Daí surge o dilema conceitual: se a mente sofre desmaterialização, o que foi materializado é apenas uma cópia sem as memórias anteriores, talvez?
Mas ressalvas à parte: copiar a mente será mesmo ser apenas um clone, ou um ser viajando no tempo? A sua genialidade consiste na experiência convicta de que o ser humano transcende a máquina digitalizada.
A linha eterna dos tabus e preconceitos ergue-se diante da evolução inigualável da humanidade.
A degradação cognitiva do DNA é o matiz estabelecido pelo desenho da teoria das cordas.
​Dor e amor são os mesmos caminhos guiados pela espiritualidade da existência cognitiva.
Pensamentos flutuam nas profundezas das curvas da realidade, pintadas pela finitude da humanidade.
​Por Celso Roberto Nadilo