Felizes os que começam o dia... Alessandro Teodoro

Felizes
os que começam
o dia dispostos a aprender a perdoar os outros!
Estes, até o fim do dia, são alcançados pela Graça de Aprenderem a se Perdoar.
Há uma Sabedoria profundamente transformadora no ato de Perdoar.
Quando nos dispomos a perdoar alguém, não estamos apenas oferecendo ao outro a oportunidade de recomeçar; estamos também abrindo, dentro de nós, um espaço para que a paz encontre morada.
Mas existe algo ainda mais profundo nessa experiência: muitas vezes, somos generosos ao compreender as falhas alheias, mas implacáveis ao lidar com as nossas próprias imperfeições.
Perdoamos o outro por não saber, por não conseguir, por ter errado, por estar atravessando suas próprias tempestades.
Entretanto, quando olhamos para dentro, nem sempre conseguimos oferecer a nós mesmos a mesma compreensão.
É por isso que aprender a perdoar o outro pode ser o primeiro passo de uma jornada muito maior: aprender a acolher a própria humanidade.
Perdoar a si mesmo não significa justificar os erros, apagar as consequências ou fugir da responsabilidade.
Significa reconhecer que errar não nos condena a sermos eternamente aquilo que fizemos de errado.
É compreender que podemos assumir nossas falhas sem transformar a culpa em morada, que podemos nos arrepender sem nos aprisionar ao passado e que podemos aprender sem precisar nos castigar indefinidamente.
A Graça de Deus nos ensina justamente isso: ninguém precisa ser perfeito para merecer uma nova oportunidade.
Há misericórdia para quem reconhece suas limitações, há recomeço para quem se dispõe a mudar e há amor suficiente para alcançar até mesmo aqueles lugares da nossa alma onde ainda guardamos vergonha, arrependimento e dor.
Talvez o grande aprendizado de um dia não esteja em quantas pessoas conseguimos perdoar.
Mas em quanto conseguimos amadurecer para compreender que também somos pessoas em construção, necessitadas de paciência, misericórdia e amor.
Que nunca nos falte disposição para perdoar, humildade para reconhecer nossos erros e sabedoria para não transformar nossas imperfeições em sentenças definitivas sobre quem somos.
Porque quem aprende a oferecer perdão ao próximo começa a descobrir que também precisa recebê-lo de si mesmo.
E, quando essa descoberta acontece, a Graça deixa de ser apenas algo que desejamos para os outros e passa a ser também o abraço que precisamos oferecer à nossa própria alma.
Que a cada amanhecer tenhamos a coragem de perdoar e, a cada anoitecer, a serenidade de reconhecer que também merecemos a oportunidade de recomeçar.
