O espaço só existe porque temos a... Celso roberto nadilo
O espaço só existe porque temos a compreensão retrospectiva da sua relatividade. Nada do que vemos possui uma realidade tão inequívoca quanto imaginamos, pois é a luz que nos concede a perspectiva. Na escuridão absoluta, somos incapazes de compreender o espaço ao nosso redor, até que a observação desperta na ciência a especulação: a existência relativa e a realidade ambígua que tateamos não passam da superfície. Continuamos confinados a uma bolha de assimilação.
Dentro das nossas descobertas, permanecemos inocentes até que a compreensão inata se torne absoluta. E, ainda assim, por vezes levianos, egoístas e gananciosos, oferecemos espelhos e pentes ao primeiro contato.
Conceitos e filosofias transcendem o tempo e o espaço dentro da existência cognitiva, definindo a nossa evolução existencial. Quanto mais profundo mergulhamos, mais sentido encontramos para continuar buscando a compreensão da existência — sabendo que a realidade é apenas uma página nos anais do espaço-tempo relativos ao paradoxo do que somos diante do que nos constitui. Servos do tempo, achamos significado quando ele se alinha à continuidade dos fatos históricos relevantes para a nossa jornada biológica.
Existe a verdade do espelho multiversal: a alma é una até que a percepção a distorça. A luz só faz sentido porque enxergamos a escuridão ao seu redor. Somos relíquias do tempo que urgem, grãos do universo observando a si mesmos, flutuando na continuidade inata de sermos feitos de poeira estelar — até que nos tornemos cegos.
No fim, a compreensão é apenas o entendimento limitado de uma visão retrospectiva, pois qualquer elemento pode lapidar seu sentido literário a ponto de as propriedades irrelevantes se tornarem parte de probabilidades instáveis. Afinal, o tempo e o espaço só existem porque há compreensão inata; a noção de existir é apenas o marco primordial desse despertar.
Por Celso Roberto Nadilo.
Nos atos mais insanos lembramos de Deus. So abraçamos sua existência quando percepção sensorial ve a destruição como destino certo. E quando o mau nos toca
