SAI DA FRENTE! (LETRA MUSÍCA) A cidade... Ricardo Alexandre de Rezende...
SAI DA FRENTE!
(LETRA MUSÍCA)
A cidade me enche o saco cedo.
Meu peito vira um vidro em pó.
Semáforo corta meu medo.
Cabeça quente grita: vai, vai só!
Sisma, tela, gente, cobrança.
Tudo pesa no meu coração.
O meu corpo perde a dança.
A minha mente pede mais torpor.
Fumaça sobe entre meus dedos.
Sirene cruza a rua principal.
Eu tô no limite, eu confesso,
mas é sempre por um fio e tal.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou cair!
Do alto eu volto a não sentir.
Sai da frente, eu vou fugir!
Pressão virou combustível.
Meu caos fica invisível.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou fugir!
Prédio da frente me olhando torto.
Céu fechado, neblina sem fim.
Meu nome some no fluxo morto,
mas eu mudo o meu rumo, enfim!
Caio, levanto, corto, desvio.
Piso fundo pra não me escutar.
Tem um furacão no meu fio
e eu aprendo a me equilibrar.
Fumaça sobe entre meus dedos.
Sirene cruza a rua principal.
Eu tô no limite, eu confesso,
mas é sempre por um fio e tal.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou cair!
Do alto eu volto a não sentir.
Sai da frente, eu vou fugir!
Pressão virou combustível.
Meu caos fica invisível.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou fugir!
Se a noite fecha a avenida,
eu rasgo a noite com a voz.
Se a mente pede despedida,
eu viro um raio dentro de nós.
Tá tudo pegando fogo,
e eu danço bem no temporal.
Meu medo vira outro jogo,
minha raiva vira carnaval.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou cair!
Do alto eu volto a não sentir.
Sai da frente, eu vou fugir!
Pressão virou combustível.
Meu caos fica invisível.
Sai da frente, eu vou fugir!
Sai da frente, eu vou fugir!
