No mar da consciência, mundos... Celso roberto nadilo
No mar da consciência, mundos colidem para o mar da tranquilidade, envolto pelo ar sutil da devastação climática.
Nos limites lineares, o olhar desatino do mar púrpura do raciocínio lógico diante do olhar crítico: observo a cognição.
Leigos no deleite supremo do mar morto de decisões levianas e desastrosas.
No ermo, mais cedo do que se quer, a iluminação dos esporos profundos da denotação coletiva traz apenas o abraço da morte na solitude — decorrente da paz depois do conflito de ideias que transformam suas vidas abundantes em um deserto seco, árido e sem vida.
O silêncio monstruoso e a simplicidade são a recompensa por serem inatamente levianos.
O saber tem preço; a ignorância cobra o resto da vida.
Ser cego vendo o mar da destruição e ainda querer fazer festa: que absurdo! Os senhores do prólogo dos dias decorrentes ainda são arrogantes e exibidos, para os quais a ignorância venceu a cada suspiro, até o último momento — o brilho nos olhos na contemplação do meteoro.
E pedem bis! O fogo seca os mares, queimam-se suas casas, e ainda querem pão e circo.
O cabresto da alienação mostra o caráter: a ignorância venceu. Mesmo em valas rasas, suas vidas passam numa tela enquanto o vinho e o champanhe são servidos — mais uma vitória.
Por Celso Roberto Nadilo
