"Entrei na escola da vida, mas... Anderson do Nascimento Costa
"Entrei na escola da vida, mas pensando nos livros indicados. Achei estranho o comportamento de uma senhora, que tricotava no pátio.
Nisso chega a diretora, com um cabo de vassoura. Forma-se uma fila, e não entendi à rima. Olho para o mastro, e de repente some o mastro.
Achei que estava perdido, mas fui hipnotizado. Cantaram uma música, e pensei nos livros passados. Contei minhas memórias, mas saí da escola.
Disseram que ainda não era o momento, e retornei para o parque. Revirei os livros, e vi uma árvore. Nisso caí uma maçã, e sinto saudades.
Dimensão de uma realidade vivida, e encontro o livro da minha vida. Mas aparece Santos Dummond, e o desespero toma conta dos ares. Ponteiros que se deslocam, nos jardins da falsidade.
Queria voltar naquela escola, onde disse algumas verdades. Porém Emmanuel não aprova e me expulsa do parque. Pareço estar perdido, mas ouço algumas vozes, não encontro os indivíduos, no ambiente desflorido.
Questiono tal acontecimento, e nisso aparece um senhor bem trajado. Mas o charuto é fedorento, e não gosto da fumaça. Escuto uma moça em uma sala, e o senhor está na mesa sentado. Olho para o papel e leio Sigmund Freud, achei estranho o nome e fiquei abismado.
És que aparece Joaquim, e meus olhos se enchem de lágrimas. Saudades dos ensinamentos, na velha morada. Corro para lhe abraçar, mas aparece Hyrten..."
