Tempo Amo-te tanto, querido. Hei de ser... Luke (Lumina)
Tempo
Amo-te tanto, querido.
Hei de ser quem um dia julguei impossível ser.
Hei de ser quem tu amas?
Hei de ser eternamente teu, eu prometo.
Amo-te como naquele primeiro instante,
quando teus olhos sorriam antes mesmo que tua boca,
e eu, sem perceber, já havia encontrado meu lugar.
Prometo-te, meu amor,
não cantar ao coração humano
com a mesma ternura que guardarei para o teu.
Hei de ser teu companheiro
quando o caminho parecer longo.
Hei de ser teu ombro,
quando o peso do mundo te fizer abaixar a cabeça.
Hei de ser teu crítico,
porque até as flores precisam de quem lhes arranque as folhas secas.
E quando duvidares de ti,
não perguntarei quem és.
Lembrar-te-ei apenas, que certas estrelas não sabem que brilham,
e nem por isso deixam de iluminar a noite.
Se alguma vez julgares longa a espera,
olhe para o céu.
As estrelas jamais se apressam para encontrar a noite,
e, ainda assim, nunca chegam atrasadas.
O tempo não erra.
Não lhe faço promessas para que me prometas outras.
Faço-as porque o amor, quando verdadeiro, não conhece a medida de troca.
Hei de atravessar contigo os dias difíceis, se for preciso.
Hei de ser para ti, único no mundo
E, se um dia eu não o for para ti, ainda assim não desfarei promessa alguma.
Hei de ser então o mesmo para mim?
Quando enfim acreditares em teus próprios olhos, verás que jamais esperei essa resposta.
Porque já eras, desde o princípio, único no mundo para mim.
