CADÊ? Cadê o paradeiro do meu... Joao Batista

CADÊ?
Cadê o paradeiro do meu coração?
Onde foi parar o brilho dos meus olhos?
Já não compreendo tanta dor
Lágrimas que rolam pelo rosto e deslizam
embargando minha voz
Tremulando os sentimentos
No horizonte que ficou perdido
Distante, escondido do pranto
dentro do peito
Com a vida toda aos solavancos
No dissabor das traiçoeiras mentiras
Na cruz que ficou tão pesada
Que enroscou a minha felicidade.
Cadê minha vontade tão espontânea
Que enchia meus dias e noites
Com a alegria da verdadeira esperança?
Foram levados com o vento
Soprando as dores das cicatrizes
Profundas cicatrizes pela alma
Misturando a perguntas sem respostas
Dúvidas cerradas no leito
Onde dói demais a saudade
Corroendo como ácido nocivo
Deixando tudo sem nenhum sabor
Só restam agora os meus cadês
Onde não cabem os pensamentos
Pois foram levados ao nada
tanto faz
Nos laços que ficaram nas trincheiras
Das amarras e dos nós que me deixaram para trás.
JOÃO BATISTA BARBOSA