Como estrelas que rompem a noite escura... Gilliard Lima

Como estrelas que rompem a noite escura
E bordam de luz o céu de cetim,
Um olhar sincero desfaz a amargura,
Revela um universo que não tem fim.


Não precisa de festa nem de grande alarde,
O milagre habita na curva do olhar.
Faz o peito queimar onde antes era tarde,
E ensina a alma de novo a voar.
Um mero bater do coração compassado,
Um doce suspiro que a alma soltou,
E o que era distante, incerto, passado,
Num verbo presente se transformou.


Assim se faz tudo novo no mundo,
Sem grande alarde, sem medo ou receio:
Basta a verdade num olhar profundo
Para a vida recomeçar pelo meio.