Reforma íntima e mediunidade A reforma... Fluxia Ignis

Reforma íntima e mediunidade


A reforma íntima se faz necessária para que possam aflorar as habilidades humanas que carregamos, mas que poucos conhecem.


A capacidade de nos conectarmos verdadeiramente com Deus, com o extrafísico e com aquilo que não vemos tem, entre suas manifestações, a MEDIUNIDADE. Ela pode proporcionar experiências que não fazem parte da percepção cotidiana e que nem todas as pessoas conseguem perceber.


Ao contrário do que muitos dizem, a mediunidade é uma habilidade humana. É algo lindo, e todos, em algum momento, poderão desenvolver essa capacidade. Ela só se torna estranha quando está em desequilíbrio.


Quando buscamos a sintonia e o equilíbrio, não há por que se assustar. Tudo o que precisamos é nos permitir conhecer o assunto para desmistificá-lo.


Desenvolver o sexto sentido é também aprender a se sintonizar. É semelhante a uma estação de rádio: se não estivermos na frequência correta, não conseguiremos compreender o que está sendo transmitido. O que sentimos é apenas a interferência de várias estações tentando entrar ao mesmo tempo, enquanto procuramos aquela que queremos ouvir.


O sexto sentido não tem meio-termo: ou você aprende a assumir as rédeas da própria vida e a compreender suas percepções, ou corre o risco de ser conduzido por elas sem entender o que está acontecendo.


Assim como muitos assuntos são tratados pela sociedade como um bicho de sete cabeças, a palavra mediunidade também pode causar medo. Mas, em sua essência, trata-se da capacidade de estabelecer uma conexão com o extrafísico.


O sensitivo pode desenvolver uma percepção bastante assertiva, mas, sem conhecimento e equilíbrio, também pode vivenciar situações de confusão e sofrimento. Por isso, compreender o que está acontecendo é fundamental para não interpretar de maneira equivocada aquilo que se percebe.


Há quatro situações recorrentes relacionadas à mediunidade que podem levar ao sofrimento em vez de serem vivenciadas como bênçãos:


1 — Vão dizer que é coisa do demônio.


2 — Vão dizer que não existe e que você é louco. Não somos loucos; apenas percebemos coisas que outras pessoas não perceberam.


3 — Vão dizer que é preciso estudar durante anos para aprender a controlar a mediunidade e que ela deve ser usada somente para ajudar os outros, como se não pudesse também contribuir para o nosso próprio processo de evolução e autoconhecimento.


4 — Você pode entrar em alguma instituição religiosa e acabar se tornando dependente de rituais ou de entidades, colocando o trabalho mediúnico acima da própria vida e perdendo a autonomia sobre suas escolhas.


Quando a mediunidade começa a dar sinais, é como um aviso de que está na hora de olhar para dentro e buscar evolução. Nesse processo, ficam para trás os condicionamentos impostos pela política, pela religião e por tudo aquilo que nos afasta da nossa própria consciência.


Isso não significa abandonar tratamentos ou cuidados necessários, mas aprender a não depender exclusivamente deles para compreender aquilo que estamos vivendo. Quando buscamos sintonia e equilíbrio, podemos nos sentir guiados por uma força maior, conectados a algo que ultrapassa a nossa percepção individual.


Somos livres e soltos, guiados pela força maior, dentro da verdade maior. E essa força brota com a certeza do nosso querer, quando nossa vontade está alinhada com aquilo que verdadeiramente buscamos.


Existem vários tipos de mediunidade, e, com o autoconhecimento, você poderá perceber qual é o seu maior dom, a sua maior habilidade.


A mediunidade é um dom. É linda, e tudo o que vem de Deus é sutil. Os seres de luz nos conduzem à nossa missão aqui na Terra.