Antes de julgar, lembre-se da própria... RivaAlmeida

Antes de julgar, lembre-se da própria fragilidade.


Deveríamos pensar duas vezes antes de opinar sobre a vida alheia. Afinal, ninguém conhece o capítulo seguinte da própria história.


É fácil julgar quando estamos olhando a vida do outro de fora, com a segurança de quem acredita conhecer todas as respostas. Difícil é reconhecer que circunstâncias, escolhas, perdas e acontecimentos inesperados podem nos colocar, amanhã, exatamente diante daquilo que hoje condenamos.


Ao longo da vida, observei algo que sempre me fez refletir: muitas das pessoas que mais recriminaram os outros acabaram, em algum momento, enfrentando aquilo que tanto condenavam.


Talvez a vida faça isso para nos ensinar uma lição que o orgulho demora a compreender: não somos tão diferentes das pessoas que julgamos.


Hoje podemos estar aconselhando; amanhã, podemos precisar de compreensão.
Hoje podemos apontar o erro; amanhã, podemos cometer o nosso.
Hoje podemos olhar alguém de cima; amanhã, podemos precisar que alguém estenda a mão para nós.


Por isso, antes de condenar, talvez seja melhor compreender. Antes de apontar, refletir. E antes de falar sobre a vida de alguém, lembrar que a nossa própria história ainda está sendo escrita.


A vida tem uma maneira silenciosa de nos colocar diante das nossas próprias palavras.


Quem julga o caminho dos outros com arrogância pode descobrir, no passo seguinte, que também é apenas um viajante tentando não se perder.