Diante do risco iminente, a criatura... Pedreiro Poeta Rústico, o...
Diante do risco iminente, a criatura angelical percebeu que a força bruta do mortal apenas confirmaria as suspeitas do investigador.
Ela decidiu que a sutileza da magia seria a única forma de salvar o santuário de amor que haviam construído.
Em uma noite de névoa densa, quando o historiador se aproximou mais do que devia do portão de ferro, ela se postou atrás da janela.
Fechando os olhos, convocou os últimos vestígios do poder que a semideusa havia deixado em sua essência.
Com um sopro suave contra o vidro, ela liberou um poderoso feitiço de ilusão.
Para o homem do lado de fora, o cenário mudou em um piscar de olhos.
O brilho acolhedor das velas transformou-se no reflexo frio do luar sobre poeira acumulada.
As cortinas de veludo pareceram rasgadas pelo tempo, e o jardim vibrante ganhou o aspecto seco e cinzento de um lugar abandonado há décadas.
Mais do que mudar o que ele via, a magia invadiu a mente do estranho, sussurrando-lhe uma profunda sensação de tédio e a certeza absoluta de que ali não passava de uma ruína vazia.
Confuso, o historiador guardou seu caderno de anotações, sentindo-se tolo por ter perdido noites caçando fantasmas onde só havia vento e solidão.
Ele deu as costas ao casarão e caminhou de volta para a cidade, com a memória do que vira completamente distorcida.
Lá dentro, o casal finalmente soltou o fôlego que prendia.
O perigo havia passado, mas o esforço mágico deixou a criatura angelical exausta, fazendo-a desfalecer nos braços do seu amado, onde o calor do mortal era o único porto seguro!
