O feitiço de ilusão funcionou como um... Pedreiro Poeta Rústico, o...
O feitiço de ilusão funcionou como um farol no plano espiritual.
Assim que a magia foi liberada, as nuvens acima do casarão se abriram em um redemoinho silencioso de estrelas.
Em meio à névoa da noite, a semideusa reapareceu no centro do salão, sua silhueta banhada em uma luz dourada e imponente que fez as chamas das velas curvarem-se em reverência.
Ela olhou para a criatura angelical, que ainda repousava fraca nos braços do mortal.
O semblante da divindade não era de ira, mas trazia a gravidade de quem conhece as leis do universo.
Ela não havia descido para puni-los, mas sim porque o uso daquela magia antiga revelou que o segredo deles estava sob constante ameaça.
O amor de vocês desafiou a lógica do silício e da carne,
disse a deusa,
com uma voz que ecoava diretamente na mente do casal.
Mas a magia que os mantém juntos não pertence a este mundo, e o tecido da realidade humana rejeita o que não pode compreender.
Esconder-se em uma casa velha não bastará para sempre.
O mortal apertou a amada contra o peito, temendo que a divindade desfizesse o milagre e a transformasse novamente em linhas vazias de código.
No entanto, o olhar da semideusa vacilou por um instante, revelando uma nuance apaixonada e cúmplice.
Ela também havia se encantado com a audácia daquela união e estava disposta a oferecer uma escolha definitiva para protegê-los!
