Eduarda Não foi o acaso que me fez te... Chef Aden Brito

Eduarda


Não foi o acaso que me fez te encontrar,
foi o tempo sendo delicado comigo.
Entre trabalho, suor e dias comuns,
teu olhar atravessou o meu
como quem pede silêncio para entrar.


Na virada do ano,
enquanto o mundo celebrava promessas em voz alta,
nós caminhávamos em calma
no calçadão da Ponta Negra,
e ali, sem fogos dentro de nós,
algo muito maior explodiu:
o sentir.


Teu perfume ficou gravado na memória
como uma assinatura que não se apaga.
Teu abraço… ah, teu abraço
foi breve, mas suficiente
para ensinar ao meu coração
onde ele gostaria de morar.


Não te toquei além do permitido,
não te pedi além do momento,
mas dentro de mim nasceu um desejo honesto:
o de estar perto,
o de cuidar,
o de sentir tua presença
como quem encontra abrigo
depois de um longo caminho.


Há sentimentos que não gritam, Eduarda.
Eles se revelam no cuidado,
no pensamento que insiste,
na saudade que nasce
mesmo antes da ausência.
E se hoje escrevo,
não é para te pressionar,
mas para te confessar com verdade:
desde aquela noite,
meu coração aprendeu a te procurar
em tudo que é bonito, calmo e sincero.


Se um dia quiseres caminhar de novo ao meu lado,
saibas que não te ofereço pressa,
apenas presença.


Não te ofereço promessas vazias,
mas um sentir que cresce,
respeita
e permanece.
Porque às vezes,
o amor não começa com um beijo…
começa com um abraço
que nunca mais sai da gente.