Crônica: inserto é o tempo ou a vida?... José Evangelista Teixeira
Crônica: inserto é o tempo ou a vida?
A vida é definitivamente recheada de indecisões. Escolher não é uma tarefa para principiantes. Tal afirmativa corrobora o cuidado que se tem com bebês adolescentes e as crianças. Como saber se já é hora de partir? Pode-se antecipar o tempo e conflitar com os princípios divinos? O ideal seria uma vida independente, que pudesssemos regozijar da liberdade em sua plenitude. Sabe- se que a vida é uma metáfora. E verdadeiramente de fato é. Precisa- se apegar ao abstrato, ao invisível, porque aquilo que está ao alcance dos olhos, não transmite mais confiabilidade. Eh,! A promessa deixará de ser promessa, muitos serão surpreendidos, a premissa não será meros devaneios , ela será cumprida. A vida seria melhor se olhassemos uns para os outros como se fosse a última despedida? E ao reencontramos, tivéssemos que recorrer novamente a arte da conquista. Cativar e imputar naquele que vos escuta a sobriedade, a serenidade e confiança. Ficar ou partir, não se sabe se é bom ou ruim. É bom para quem? E ruim? Definitivamente é algo incerto. "Quando o desejo pela vida falece, não existe mais dono, nem existe mais vida"(Teixeira, José Evangelista 2026).
Quebrar o paradigma das pelejas da velhice, não é fácil. De fato só não conhecerás a terceira idade, aquele que ausentar-se mais cedo. Mas o medo da partida jamais deverá existir. É clichê afirmar, o tempo não para, só se eterniza nas obras, nas artes, como em uma fotografia alocada num porta- retrato.
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