⁠Muito mais assustadora que qualquer... Alessandro Teodoro

⁠Muito mais assustadora que qualquer Enfermidade é a falta de Senso Coletivo, sobretudo ao compartilhar espaços da Saúde Pública. As dores não escolhem hora, id... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠Muito mais assustadora que qualquer Enfermidade é a falta de Senso Coletivo,


sobretudo ao compartilhar espaços da Saúde Pública.


As dores não escolhem hora, idade, condição social ou crenças.


Elas chegam sem pedir licença e colocam lado a lado pessoas fragilizadas, assustadas e, muitas vezes, dependentes da compreensão alheia.


Em unidades hospitalares, onde a vulnerabilidade é uma condição comum a todos, o mínimo esperado deveria ser a consciência de que ninguém está ali por lazer.


O barulho inerente a qualquer doença, ainda que terminal, é permissão divina; o que se faz em volta dela é escolha humana.


O choro de uma criança, o sintoma barulhento da apneia do sono, o gemido de quem sente dor, a tosse persistente de um enfermo ou a angústia silenciosa de uma família fazem parte das muitas realidades da condição humana.


São manifestações que não obedecem à nossa vontade.


Mas a conversa em volume excessivo, a indiferença diante do sofrimento alheio, a falta de respeito com o descanso de quem luta para se recuperar e a incapacidade de perceber que o espaço é coletivo pertencem ao campo das escolhas.


Talvez um dos principais testes de civilidade não esteja nos grandes discursos sobre empatia, mas nos pequenos gestos praticados quando ninguém está nos observando.


Respeitar o silêncio de um hospital, moderar ou erradicar comportamentos inconvenientes e considerar a presença de pessoas fragilizadas são atitudes muito simples, porém reveladoras.


Demonstram que ainda conseguimos enxergar para além do próprio umbigo.


Uma sociedade se fortalece quando compreende que direitos individuais e responsabilidades coletivas caminham de mãos dadas.


Quando essa percepção desaparece, o desconforto causado pela falta de consideração pode se tornar ainda mais pesado do que a própria enfermidade — ainda que ela seja terminal.


Afinal, a doença atinge o corpo, mas a ausência de Senso Coletivo desgasta algo ainda mais profundo: a capacidade de convivermos como e em comunidade.


No fim, a verdadeira Saúde de um povo não se mede apenas pela qualidade dos seus hospitais ou pela eficiência e humanização dos seus tratamentos.


Ela também se revela na maneira como as pessoas Escolhem agir diante da fragilidade humana.


Porque a dor pode ser inevitável, mas a insensibilidade jamais.