Crianças brincam na viela em frente... Celso roberto nadilo
Crianças brincam na viela em frente às suas casas; outro grupo se diverte numa quadra de futebol, enquanto outros mais correm pela associação de moradores e amigos da comunidade. São os diamantes da vida de todos ali. Ao redor, os adultos trabalham na construção civil, no comércio local ou na rádio comunitária.
De repente, um barulho ensurdecedor rasga o céu. São helicópteros Apache e aviões lançando mísseis e rajadas de balas, sob o pretexto de combater o crime organizado. A ação não é tratada como terrorismo; pelo contrário, o Estado invasor alega estar defendendo sua própria soberania.
Enquanto isso, as eleições acontecem. No palanque, o candidato clama por sangue e exige que a terra seja devastada. Afinal, a corrupção sempre precisa de desculpas brutais para justificar sua existência fútil e gananciosa.
