Um hipopótamo falante. Era uma vez, um... MontonhãoNiloRodri
Um hipopótamo falante.
Era uma vez, um hipopótamo falante. Eu estava passeando pela selva, numa caminhada alucinante, em busca de aventura, quando tive a necessidade de atravessar um grande rio cheio de jacarés. Era tarde do dia, e sentei-me a beira do rio para meditar em como atravessar esse rio cheio de predadores. Tive a ideia de criar uma canoa, mas estava sem materiais para isso, e resolvi atravessar nadando quando todos os jacarés dormissem. Os jacarés dormem geralmente, ao iniciar a noite, e assim sucedeu, no entanto, eu teria que ir sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho para não acordá-los e assim o fiz. Ao entrar no rio, passei a nadar, silenciosamente, no entanto, entrei numa correnteza, e tive de nadar com mais força, quando de repente, acordaram todos os jacarés ali presentes, cerca de uns cinco jacarés que vieram em minha direção, famintos de carnes. Eu nadei mais depressa o possível para atravessar seguro, mas esses répteis gigantes, eram muito mais rápidos que eu, e se aproximaram com muita velocidade, quando observei uma boca gigantesca vindo em minha direção, pronto para devorar-me, fechei os olhos e esperei a bocada. Enquanto esperava, algo surpreendente aconteceu, um hipopótamo apareceu e tomou a frente do ataque e afastou os jacarés com grande desempenho e força. E lutou com todos eles, mostrando quem era mais forte. Após tê-los afastados, o hipopótamo aproximou-se de mim, e num impulso colocou-me em cima dele e levou-me para o outro lado do rio, para onde eu pretendia ir. Eu estava espantado, mas muito feliz por ter sido salvo, e não sabia como agradecer ao hipopótamo, que me deixou na beira do rio e com um olhar profundo, soou um grito semelhante aos humanos. Eu observei esse grunhido e percebi uma semelhança com os humanos, no entanto, não acreditava que eu entendia o que o animal expressava, e muito menos que ele falava como nós, humanos. Foi então, que novamente fitando-me, eu ouvir o hipopótamo dizer claramente, “tome cuidado nessa selva, bom amigo humano”, então caiu sobre mim, mais um espanto, conheci um hipopótamo falante, que simplesmente deixou-me ali na beira do rio e foi-se vagarosamente para onde estavam seus familiares. Eu não acreditei no que me havia ocorrido, um hipopótamo falante! Como pode tal proeza? Nada mais espantoso, o fato de ter sido salvo por um animal, até aí tudo bem, mas ouvir do bicho falar-me para tomar cuidado? Isso com certeza, foi além da normalidade. Por fim, enquanto ele se ia, indaguei em tom de espanto, “amigo hipopótamo, você entende o que eu falo?”, e o hipopótamo disse, “sim amigo humano, eu posso me comunicar com você, qual o espanto?”. Eu não sabia o que dizer, estarrecido, pedi para que ele permanecesse mais tempo comigo, para conhecermo-nos sobremaneira, e questionei o seu nome. “Você tem um nome hipopótamo?”, ao que me respondeu, “Hipopo” e em seguida, perguntou-me o meu nome, então eu lhe disse, “Human”. A partir daí, passamos a conversar. Perguntei-lhe se era o único animal falante e disse que sim. Perguntei como me salvou e ele disse que desde quando eu estava na beira do rio, estava observando-me e sabia do perigo que eu corria, e assim que entrei no rio, veio para salvar-me. Eu finalmente pude agradecê-lo como se fosse um ser humano, por que podíamos comunicarmos. “Obrigado Hipopo, por ter me salvado”, E ele disse, “não há do quê, nossos amigos jacarés, são mui famintos e qualquer presa eles devoram”. Perguntei-lhe, se já havia falado com outro ser humano como eu e ele disse que não. Perguntei-lhe como sabia que eu podia comunicar-me com ele, ele disse que não sabia, mas quando eu estava no rio, eu grunhia igual os hipopótamos, por isso, ele entendeu e ficamos felizes por isso. Então ele me convidou a passear pela selva, e conhecer um pouco mais a vida selvagem. Perguntou-me a razão de estar ali, cheio de perigos e mistérios, disse que vivia na cidade e conhecia bem, mas que preferia viver na selva longe de muito barulho. Ele compreendeu, fomos caminhar. Então ele ensinou-me muitas coisas sobre a selva, os animais mais fortes, os mais fracos, como viviam e como faziam para viver. Reclamou que uns comiam uns aos outros, uma verdadeira comilança para sobreviver, a vida na selva. Eu perguntei-lhe do que alimentavam-se os hipopotamos, e ele disse que das grandes arvores, e dos seus frutos, mas haviam muitos animais que devoram outros animais, como o leão, as hienas, jacarés etc. Estava muito triste quanto a isso e me disse para tomar muito cuidado. O Hipopótamo, a pesar dos demais animais, inclusive o leão, a águia, era o mais sábio da selva, pois tinha o poder de comunicar-se com um humano e esse humano era eu, que podia comunicar-me com ele, sendo eu, também o mais sábio dos humanos. E agora, aprenderíamos um com o outro sobre as duas formas de vida, a dos animais e a dos humanos. Eu contei para ele, das guerras, das coisas boas e ruins dos humanos, e ele me disse que além dos animais comerem uns ao outros, os humanos vinham e os capturavam e os matavam e que não gostava de humanos maus, que feriam a selva, mas que comigo, viu um bom humano. Então eu disse para ele que seria o protetor do mundo animal, juntamente com ele, por eu ter a capacidade de me comunicar com os humanos, e ele por sabe se comunicar com os animais, me protegeria na selva. Ambas a selvas precisavam de seres bons.
