No trono da liberdade as borboletas... Monalisa Ogliari
No trono da liberdade as borboletas entram pela janela e fazem festa nas suas almas a pousar seus pés de águia. Eu observo e não me movo nas cores mais belas entre elas entrelaçadas. Nesse momento não quero pensar em nada, apenas olhar e divagar sobre as cores variadas que me deixam sobressaltada. Faço uma pausa de pensar em glória e alegria e a natureza me convida a ver os pássaros que esvoaçam na planície de vales pouco explorados, como se carregassem o propósito da humanidade. Os ouvidos da liberdade plenos dos ditames de seu espírito, voltam os olhos ao sol e fios de prata tecem teias inequívocas e sua empreitada ardilosa é digna de exílio. Dispersam os sonhos de prosperidade em primaveras e as flores regozijam o mensageiro da misericórdia no suspiro do mar a trazer lágrimas do céu das memórias. Louvados sejam o céu e o mar, que a terra vermelha contrasta. E o dia se passa. A lua se ergueu na cidade na quietude do sono do sol. A madrugada fria murmura ao vento melodias. Seja o que for, continuaramos a ser. A chuva torrencial no solo da solidão levam os galhos mortos e muito mais enterra nossas raízes na terra. Eis o que se espera em um momento de poético otimismo. Andamos altivos a carregar nossa honra e há vida em muitos mares muitos nunca navegados, idílicas paisagem para esquecer as andanças de nossos caminhos sobre a estrada. Por tal frugalidade os rios riam e seguiam rotas de margem. Um homem quieto e magro silenciava o mês de maio e escondia seu entendimento que certeiro seguia sem qualquer lamento, pois acariava as cordas vocais e suas mãos tocavam flautas inaudíveis no tempo de meu esquecimento e eu me transportava para águas passadas que já não me acrescentava alimentos de vida e minha sina era deixar passar o que passado está. Eu sou uma palavra gentil que atravessa os dedos do verso. Eu sou a filhas dos elementos que enaltece o momento presente.
