A brutalidade do cotidiano o instruiu... Anna Flávia Schmitt Wyse...

A brutalidade do cotidiano
o instruiu para manter
o estado de alerta constante,
e sobretudo, para responder
sempre com um novo ataque;
o desastre interno foi desfeito.


Ele se desaprendeu que viver
pode ser sereno e belo,
de perto e por dentro
viu que pode ser intenso,
doce, sublime e terno.


Ao redor tudo não tem
mais o mesmo sentido,
desde que me fiz o destino;
não é mais endereço
pensar em viver sozinho.


O hábito de viver em estado
de sítio foi pouco a pouco
dissolvido porque não
consegue mais viver sem
estar conectado comigo,
por estar viciado na minha brandura,
desejando em ser a favorita loucura.