Cacos de Nós A taça de cristal... Ivane milhomem

Cacos de Nós
A taça de cristal escorregou por entre os dedos e espatifou-se. Não havia gritos, somente o silêncio trincado no chão frio. Recolhi cada fragmento e os remendei. O líquido escorreu pelas fissuras. A gente se acostuma a acreditar que as rachaduras são portas de entrada apenas para a luz, mas lembre-se de que das fendas também vazam amor. O afeto precisa de materiais resistentes à queda. Na mesma tarde, comprei copos inquebráveis.