A Força das Delicadezas Visto a... Eliana Angel Wolf
A Força das Delicadezas
Visto a armadura moldada no tempo,
mas trago nos olhos a paz do jardim.
Nas grandes batalhas de cada momento,
o vento que sopra não manda em mim.
Busco força onde dizem que não existe,
tiro dos poços a água mais pura.
Se o mundo lá fora se mostra tão triste,
meu peito responde com luz e ternura.
Busco sorrisos em meio às lágrimas,
faço do pranto o meu recomeço.
Escrevo a história em douradas páginas,
pois sei o valor que a vitória tem preço.
Tenho esperança, bem no fim do túnel,
uma centelha que o medo não apaga.
O tempo dos homens pode ser rústico,
mas a fé que eu carrego acolhe e afaga.
Levanto, ainda que seja para cair de novo,
as minhas cicatrizes são feitas de ouro.
Não temo a poeira, o fogo ou o povo,
pois levantar-se é o maior tesouro.
Amo, inclusive aqueles que me odeiam,
pois o ódio é fraqueza, e o amor é poder.
Que as pedras jogadas jamais me fream,
meu dom mais bonito é saber acolher.
Podem pensar que há ingenuidade
neste meu jeito de olhar a vida...
Mas é com pureza e com verdade
que curo a alma que foi ferida.
Não passo por cima, não quebro o afeto,
é na mansidão que o império se faz.
Assim vou moldando o meu próprio teto,
conquistando os meus sonhos, blindada de paz.
----------------- Eliana Angel Wolf
