A mitologia nórdica, ou germânica,... VITOR APOLINARIO
A mitologia nórdica, ou germânica, desenvolveu-se nos países escandinavos — como as atuais Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia e Dinamarca —, exercendo grande papel na cultura e inspirando a cultura pop atual. Suas lendas envolvem deuses, heróis e criaturas místicas para explicar a origem da humanidade, fenômenos naturais e a vida após a morte. Toda essa cosmologia é sustentada pelas raízes da árvore da vida, chamada Yggdrasil, que interliga os nove mundos existentes. Entre esses reinos estão Midgard (a Terra dos humanos), protegido por Jord; Asgard (o reino dos deuses), liderado por Odin e Frigga e guardado por Heimdall; Niflheim (o mundo de gelo), governado por Hel; Vanaheim (dos deuses Vanir), terra de Njord; Svartalfheim (dos deuses subterrâneos), liderado por Hoder; Jotunheim (dos gigantes), governado por Thrym; Nidavellir (dos anões), liderado por Vidar; Muspelheim (do fogo), comandado por Surtr; e Álfheim (dos elfos). A ponte Bifrost faz a ligação entre Asgard e Midgard.Os guerreiros que morrem honradamente em batalha são recolhidos pelas Valquírias: metade vai para o palácio de Odin, o Valhalla, e a outra metade vai para Folkvang, com a deusa Frigga. Nesses locais, eles banqueteiam e treinam para o Ragnarök, a batalha final apocalíptica em que muitos deuses morrerão e o mundo atual será destruído, dando origem a uma nova era fértil repovoada por dois humanos. O panteão traz Odin, o pai de todos, deus da sabedoria e da guerra que sacrificou um olho por conhecimento; Frigga, deusa da fertilidade e sabedoria; e Thor, o popular deus do trovão que usa o martelo Mjölnir e enfrentará a serpente Jörmundgander. Outros deuses incluem Loki (o pai das mentiras), Freyr (abundância), Tyr (combate), Bragi (poesia), Balder (justiça) e Freya (amor).
