FROST: A VOZ QUE VEM DO MAR O céu... Tainá Wolff Bomtempo

FROST: A VOZ QUE VEM DO MAR
O céu lançou uma tempestade.
A família orca atravessava o oceano para chegar ao Àrtico, onde a comida era farta e o clima agradável.
A vovó orca dava as coordenadas e pedia para que ficassem firmes.
O mar ficou intenso.
A orca mais nova, chamada Frost, não conseguiu acompanhar sua família e se perdeu.
Depois de longas horas, a água já estava calma, mas ele não viu mais ninguém.
Continuou nadando por um bom tempo e se sentia cada vez mais sozinho.
O silêncio ecoava e ele tinha medo.
Semanas se passaram e Frost conseguiu comer apenas alguns salmões.
Estava desanimado e tentava lembrar do que a vovó orca dizia:
- Se um dia vierem a se perder, lembrem-se do nosso chamado, pois ele será a voz do seu coração e o levará de volta para casa.
Frost cresceu, e parecia que a voz ficava cada vez mais distante.
Ele fez amigos.
Conheceu uma tartaruga. Ela nadava em uma corrente rumo ao verão, mas Frost não queria viver no calor.
Conheceu também um tubarão, mas muitos animais do mar acreditavam que orcas eram má companhia.
Sentindo-se infeliz, Frost chorou.
Quando chorou, ele emitiu um som alto e desconhecido.
E de repente, o mar se movimentou em grandes ondas circulares.
Os peixes foram todos embora, enquanto várias orcas se aproximavam e o encaravam.
A vovó orca assobiou.
E ele se lembrou.
Agora, Frost andava junto com sua família, fazia amigos e brincava.
Ele finalmente pertencia a algum lugar.
Frost continuou sendo uma orca corajosa e gentil, e viveu feliz por muitos anos.
