O Lúgubre Aposento Daquele quarto... DietrichLohan
O Lúgubre Aposento
Daquele quarto escuro, uma alma tão fria quanto os extremos.
Do dia, sua noite. Da noite, sua fantasia.
Taças vazias, jogadas de canto, pelas escolhas não encaminhadas.
Do verbo, a dor manifesta neste lúgubre aposento.
Reações, de forma exacerbada, jamais encontradas em parâmetros ideais, tão tolas quanto aqueles que se dizem iguais.
Miragens e paranoias de certezas incorretas, dadas por uma intuição desesperada pela ausência do próprio amor.
Atração divina, essa medida de se despir, abaixando a cabeça e deduzindo suas ideologias como universais, para uma realidade de tão falsa completude que já não se tem certeza do que mais se faz.
A cromática situação dos pensamentos atrofiados naquele medo surreal da solidão, do homem que se faz e é julgado por quem fora, o fere como se fosse o culpado.
Destes lúgubres aposentos onde se encontra, há aqueles sonhos jamais esquecidos, infaustos, de modo algum compreendidos.
