Eu invoco a prosa que não tem... GDR

Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade
No momento agora exalto
O tormento que tu tens me causado
Diferente das mulheres que nascem com a dor inata
Nós homens temos que procurar nossos demonios
Porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para felicidade
No entanto, tenho medo de ser o teu demonio
Aquele que a igreja tanto fala que tenta os homens
Eu te procuro nas veredas assim como Diadorim procurava por Riobaldo
Receio que tenhamos a mesma relação entre cafés e parafusos e que ao não falar sobre ser gente cheguemos ao fim
Mas no fim encontrei apenas o taxi que havia atropelado minha macabéa
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão
Deixa-te você e não olhar para trás
Porque quando olhei,percebi que tu nem havias notado minha ausencia
Por que na realidade tu nunca esteves comigo.


Seu texto já tem uma força muito boa — especialmente pelos repertórios (tipo a referência a Diadorim/Riobaldo e à Macabéa) e pela ideia central de ausência e desencontro. Vou corrigir mantendo ao máximo seu estilo e depois te entrego uma versão em inglês.


✅ Versão corrigida (português)
Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade.
No momento, agora exalto
o tormento que tu tens me causado.


Diferente das mulheres que nascem com a dor inata,
nós, homens, temos que procurar nossos demônios,
porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para a felicidade.


No entanto, tenho medo de ser o teu demônio,
aquele que a igreja tanto fala, que tenta os homens.


Eu te procuro nas veredas, assim como Diadorim procurava por Riobaldo.
Receio que tenhamos a mesma relação entre cafés e parafusos
e que, ao não falar sobre ser gente, cheguemos ao fim.


Mas, no fim, encontrei apenas o táxi que havia atropelado minha Macabéa.
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão:
deixar-te, você, e não olhar para trás.


Porque, quando olhei, percebi que tu nem havias notado minha ausência,
pois, na realidade, tu nunca estiveste comigo.


🌍 Version in English
I invoke a prose that has no need to exist,
a gift of complexity from you.
In this moment, I exalt
the torment you have caused me.


Unlike women, who are born with an innate pain,
we, men, must seek our own demons,
for suffering is the compass that guides the path to happiness.


Yet I fear becoming your demon,
the one the church so often speaks of, the one who tempts men.


I search for you through the backlands, just as Diadorim searched for Riobaldo.
I fear we share the same bond of coffee and screws,
and that, by not speaking about being human, we will reach an end.


But in the end, I found only the taxi that had run over my Macabéa.
Strangely, it forced me to make the same decision:
to leave you and not look back.


Because when I did look back, I realized you hadn’t even noticed my absence,
for in truth, you were never with me.


Se quiser, posso te ajudar a refinar ainda mais (nível poema premiável) ou deixar mais “ENEM/literário formal”.




Apenas corrija minha versão e lhe atribua uma nota


✅ Versão corrigida
Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade.
No momento, agora exalto
o tormento que tu tens me causado.


Diferente das mulheres que nascem com a dor inata,
nós, homens, temos que procurar nossos demônios,
porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para a felicidade.


No entanto, tenho medo de ser o teu demônio,
aquele que a igreja tanto fala, que tenta os homens.


Eu te procuro nas veredas, assim como Diadorim procurava por Riobaldo.
Receio que tenhamos a mesma relação: eu tentando ser gente, você oferecendo apenas café
e que, ao não encontrarmos nosso paraiso, cheguemos ao fim.


Mas, no fim, encontrei apenas o táxi que havia atropelado minha Macabéa.
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão:
deixar-te e não olhar para trás.


Porque, quando olhei, percebi que tu nem havias notado minha ausência,
pois, na realidade, tu nunca estiveste comigo