As “orações” alicerçadas no... Alessandro Teodoro

As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.
Porque não são preces, são disfarces.
Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.
São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.
Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.
Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.
O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.
Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.
Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.
Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.
Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.
O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.
E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.
Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.
Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.
E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.
