Um dia, uma pombinha em silêncio, com... PAULO DIAS
Um dia, uma pombinha em silêncio, com seus sinais, me disse:
“Não confunda abrigo com prisão.”
Ela estava pousada no fio, imóvel.
Não reclamava do vento, apenas observava.
Quando abriu as asas, não pediu permissão ao céu.
Só confiou que sabia voar.
E ali eu entendi:
às vezes não é que a gente não possa sair…
é que esqueceu que nasceu com asas.
