SEMPRE DESSE JEITO Mal chego a minha... Kleber Lago

SEMPRE DESSE JEITO


Mal chego a minha terra, eu me abandono
ao prazer de viver cada emoção
até a hora de entregar-me ao sono
numa rede macia de algodão.


E quando de manhã escuto o sino
da Matriz, a saudade me balança
e me desperta dentro do menino
que carrego comigo na lembrança.


Tomo banho nas águas do seu rio
e, a brincar e correr, me demasio
por suas ruas planas e ladeiras


de chão sem calçamento (do passado),
na sensação de estar sendo levado
à infância que, feliz, tive em Pedreiras!