A SOBREVIVÊNCIA DO PRINCÍPIO... Marcelo Caetano Monteiro

A SOBREVIVÊNCIA DO PRINCÍPIO INTELIGENTE E SUA AÇÃO PÓS MORTE.

Cão Grigio, o “anjo da guarda” de Dom Bosco.
mas era muito tarde: com dois saltos, em silêncio, lançaram-me um manto na cabeça. Procurei evitar que me enrolassem, queria gritar, mas não consegui. Naquele momento apareceu o Grigio. Uivando, lançou-se com as patas sobre o rosto de um e logo ferrou os dentes em outro.

(...) O Grigio continuava uivando feito um lobo enraivecido. Foram-se embora bem depressinha e o Grigio, permanecendo ao meu lado, acompanhou-me até em casa.

- Depoimento registrado no livro do padre salesiano Teresio Bosco, "Memórias do Oratório"
GABRIEL DELANNE.
Cito reflexões de outro autor, Gabriel Delanne (1857-1926), em seu livro “A Evolução Anímica”, publicado inicialmente em 1895(!):

(...) A alma, ou Espírito, é o princípio inteligente do Universo. (...) É mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas de vida mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade. Para poder atuar sobre a matéria, cada Princípio Inteligente utiliza o concurso de uma força, a que se conveio em chamar “fluido vital” e todos estarão revestidos de “invólucro invisível, intangível e imponderável”. Esse invólucro denomina-se Perispírito (apesar de sua materialidade é bastante eterizado). É formado de matéria cósmica primitiva — o fluido universal [5].

A pouco e pouco todos os PI percorrerão infinitos ciclos evolutivos, num e noutro plano da vida (o espiritual e o material), durante os quais serão mantidos, monitorados e guiados por Inteligências Siderais, responsáveis pela Vida, por delegação divina.
ALLAN KARDEC.
Respeitáveis autores espíritas, desencarnados, aduziram informações sobre os animais no reino espiritual:

1. Allan Kardec:

– sob orientação de Inteligências Celestes, registrou às questões 598 a 600, de “O Livro dos Espíritos”, que os animais, ao morrer, mantêm sua individualidade, permanecendo em vida latente sob cuidados de Espíritos especializados, que os classificam e agrupam; nos animais a reencarnação não se demora...
Ver questão 600 de O Livro dos Espíritos.
MARCEL BENEDITI - VETERANO.
Marcel Benedeti, médico veterinário, desencarnado aos 47 anos em 1º. Fev. 2010, notabilizou-se como escritor espírita e dedicado defensor dos animais. Dentre suas inúmeras atividades em prol dos animais, destaco vários livros nos quais, sob inspiração de um Protetor espiritual, deixou registradas inéditas, quanto preciosas informações da vida dos animais no mundo espiritual. Nessas obras Marcel narra a existência de colônias específicas para animais no mundo espiritual, constando que tal narração é inédita. A descrição e os detalhes dessas colônias trazem em seu bojo um panorama de atividades zoófilas, a cargo de Espíritos que amam os animais. De forma comovente são narradas atividades de atendimento e carinho aos incontáveis animais que aportam no mundo espiritual, em estado de necessidade, trazendo no corpo perispiritual dolorosas marcas da insensatez e crueldade humanas.

Em “Memórias de um Suicida”, Camilo Cândido Botelho narra a presença de diferentes espécies de animais no mundo espiritual. Na penúltima página do capítulo intitulado “O Vale dos Suicidas”, o autor comenta sobre cavalos. Vejamos:

“...pequenas diligências atadas uma às outras e rodeadas de persianas muito espessas, o que impediria ao passageiro verificar os locais por onde deveria transitar. Brancos, leves, como burilados em matérias específicas habilmente laqueadas, eram puxados por formosas parelhas de cavalos também brancos, nobres animais cuja extraordinária beleza e elegância incomum despertariam nossa atenção se estivéssemos em condições de algo notar...”.

No capítulo subsequente de “Memórias...”, intitulado “Os Réprobos”, Camilo confirma a presença de cavalos:

“Nossas viaturas agora eram leves e graciosas, quais trenós ligeiros e confortáveis, puxados pelas mesmas admiráveis parelhas de cavalos normandos...”.

Nesse mesmo capítulo, logo na página seguinte, o autor espiritual cita outra espécie animal (pombos) presente no mundo espiritual. Avaliemos:

“...enquanto aves mansas, bando de pombos graciosos esvoaçavam ligeiros entre açucenas”.

O ensino espírita é, por sua natureza, progressivo e não se fundamenta somente nas comunicações, mas igualmente na observação, fato que levou o Codificador a classificar o Espiritismo como ciência de observação.

Com respeito à presença de animais no plano espiritual os relatos são muitos e feitos por pessoas idôneas e capacitadas.

Na própria Revista Espírita, no número de maio de 1865, Kardec inseriu uma carta de um correspondente radicado em Dieppe, o qual alude à manifestação da cadelinha Mika, então desencarnada, fato esse que foi percebido pelo autor do relato, por sua mulher e por uma filha que dormia no quarto ao lado.

Comentando esse caso, o confrade Fausto Fabiano da Silva escreveu que tudo poderia ser bem simples, se déssemos alguma outra causa ao som que foi ouvido. Contudo, as palavras de um Espírito sobre o ocorrido, realizada em comunicação mediúnica, em 21 de abril de 1865, pelo médium Sr. E. Vézy, publicada no mesmo número da Revista Espírita, impõe-nos um novo rumo às conclusões, visto que esse Espírito disse textualmente: “A manifestação, portanto, pode ocorrer, mas é passageira...”. Assim, a frase encontrada na questão 600 d´O Livro dos Espíritos, a respeito da alma de um animal: "Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas” pode ser interpretada como uma tendência geral, e não como princípio absoluto e inflexível.
Animais no plano espiritual
Para aqueles que amam seus animais de estimação, um dos momentos mais difíceis é quando estes desencarnam (morte do corpo físico). Esta tristeza pode durar dias, meses, anos ou, até mesmo, nunca passar, o que não é bom para ambos os lados: homem e animal.

Amor aos animais, por Divaldo Franco
Em um governo do passado, um dos seus ministros conduziu, oportunamente, um cão ao veterinário em carro oficial. Surpreendido por um repórter, este advertiu-o sobre a irregularidade que estava cometendo, e o mesmo respondeu enfático: – Os cães também são gente!

Acredito, pessoalmente, que o Sr. Ministro quis dizer que os animais também merecem o tratamento dado às criaturas humanas.

De imediato, foi ironizado e tornou-se motivo de troça.

Se ainda estiver reencarnado, ele poderá esclarecer que os animais estão sendo mais bem tratados do que os seres humanos.

O amor aos animais demonstra uma grande conquista pela sociedade, em razão do respeito à vida em todas as suas expressões.

Os animais merecem as mais carinhosas expressões de ternura e cuidados na condição em que estagiam.

Francisco, o santo de Assis, assim o fez, inclusive ao então terrível lobo de Gúbio. Entretanto, forçoso é considerar, como ocorre em todas as ideias que se transformam em tendência, isto é, se fazem voga, que nelas surgem comportamentos extravagantes.

Os animais, quando domesticados, tornam-se excelentes companheiros de pessoas enfermas, solitárias, portadoras de conflitos, inclusive depressão, autismo, síndrome de Down e outros problemas.

A solidão também requer muito o amor dos animais, tornando-os verdadeiros amigos e companheiros.

No entanto, em uma civilização na qual a miséria moral é muito grande, dela decorrendo a miséria socioeconômica, os excessos nos cuidados aos animais tornam-se uma afronta ao sofrimento dos invisíveis, que se tornam desagradáveis, desprezados e, não raro, perseguidos.

É compreensível que, através do amor, que deve viger entre as criaturas, este se expanda aos animais, aos vegetais, à natureza que nos mantém vivos e, ingratamente, a destruímos.

Substituir o afeto de um ser humano pelo de um animal é lamentável, porque os dois não são incompatíveis. Pode-se amar o gênero humano e também o animal, com o mesmo calor emocional e cuidado.

Algumas pessoas, sofridas e solitárias, referem-se que preferem amar aos inocentes animais do que aos indivíduos conscientes, que traem, magoam e são indiferentes aos seus padecimentos.

Não me parece feliz a troca afetiva, porque o instinto de preservação da vida também se encontra nos animais e, graças ao instinto, em algumas vezes sucedem graves acontecimentos entre esses e os seus cuidadores.

É inegável que tentar transformar um animal em um ser humano, por mais se cuide de trabalhar esse requisito, jamais se conseguirá. Entretanto, o amor que lhe seja dedicado é um passo gigantesco na afetividade que um dia será dirigida às criaturas humanas.

A evolução é inevitável e a força do amor invencível.
Divaldo já foi recepcionado na casa de amigos com um susto, pois um cão pastor alemão pulou sobre ele.Quando percebem a queda do médium eles perguntam o que havia acontecido ele fala do cão e o casal lhe diz: Nós já tivemos um pastor alemão, mas morreu já há uns tempos,Divaldo concluiu: Então é um cão espiritual.
* Pergunto: É impossível tal manifestação? Aonde fica o amor ou ele é limitado só aos humanos enquanto os animais levam esse princípio de sentimento com eles os preparando para novas experiências?
Essa sobrevivência,domesticação e amor quem ler, mas no sentido de ESTUDAR verá que esta em perfeita ressonância com os BALUARTES da Doutrina juntamente com Kardec que é inseparável. O Espiritismo nos pede ESTUDOS e não deduções. Apresentem os contraditórios a sua BASE doutrinal, dentro da questão 600 de O Livro dos Espíritos, mesmo que intercalem o item 283 L.M. faltarão as pesquisas e relatos recebidos por Kardec na R.E.
TODOS OS CASOS AQUI NARRADOS DÃO PROVAS POR SI MESMOS.
.....CONTINUA.