Eu me basto. Eu me sei. Eu me sou. Isto... Eduarda Leite Costa Martins

Eu me basto.
Eu me sei.
Eu me sou.

Isto não é soberba.
É consciência.

É o reconhecimento da obra que foi feita em mim.

Pois a minha força não nasceu do conforto,
mas da resistência.
A minha luz não brotou da ausência de dor,
mas da coragem de atravessá-la.

Fui moldada no fogo das circunstâncias.
Fui lapidada pelo que me feriu.

Minha mãe me gerou,
mas foi a vida que me forjou.

E se fui destinada a algo,
foi a permanecer de pé.

Porque o mundo sempre foi pequeno demais
para aquilo que habita em mim.