LIVRO: RÉQUIEM POÉTICO, SUA... MARCELO CAETANO MONTEIRO

LIVRO: RÉQUIEM POÉTICO, SUA REPERCUSSÃO.
No ano de 1995, no mês de dezembro, Marcelo Caetano Monteiro concluía o seu livro de número 19, intitulado "O Réquiem Poético", obra prefaciada por seu amigo e inesquecível irmão de vida, Bruno Sousa Cesar, que viria a desencarnar em 06/12/2024.
A referida obra foi convidada a ser apresentada na Casa da Cultura de Manhumirim MG, permanecendo em exposição durante o prazo de um mês, como iniciativa singular de literatura de teor espírita em uma cidade historicamente polarizada entre tradições católicas e protestantes. Ainda assim, a mensagem do livro sobrepôs-se às barreiras confessionais, alcançando notável acolhimento público, fato evidenciado pela arrecadação de quase uma tonelada de alimentos não perecíveis apenas no período da apresentação.
Os donativos foram destinados ao Berçário Dr. Orbino Werner, atualmente situado no segundo andar do Grupo de Estudos Espíritas Frederico Figner, localizado na Rua Dr. Orbino Werner, 80, Bairro Cidade Jardim. Tal gesto consolidou a obra não apenas como expressão literária, mas como ação ético-social de alcance concreto e sensível.
"O Réquiem Poético" desenvolve-se sob a proposta de desmistificar a morte em sua inevitável realidade, conferindo-lhe uma conotação sublime, etérea e suavemente reconciliadora. A morte deixa de ser ruptura para tornar-se passagem, deixa de ser temor para converter-se em compreensão. Há registros consistentes de depoimentos de leitores, entrevistadores e admiradores que testemunharam o bem proeminente irradiado pela obra, bem como entrevistas concedidas pelo autor, todas preservadas nos registros do local da apresentação, compondo um acervo de valor histórico, cultural e espiritual.
Assim, entre páginas que ensinam a morrer sem desespero e a viver com mais sentido, esta obra ergue-se como prova de que a palavra, quando alinhada à consciência e à caridade, não apenas consola a dor humana, mas transforma silêncio em legado e finitude em luz duradoura.

A obra foi amplamente apreciada e oficialmente reconhecida pelo então Prefeito Sr. Erval de Azevedo Mendes, bem como pela Secretaria de Educação, representada por Mônica Coelhi Frias Monteiro, além de receber o apreço e a adesão dos artistas em geral, que identificaram no conteúdo apresentado não apenas valor estético, mas densidade ética, cultural e espiritual. Tal reconhecimento institucional e artístico conferiu legitimidade pública à iniciativa, reafirmando a literatura como instrumento de diálogo, elevação moral e serviço social, mesmo em um contexto de diferenças confessionais historicamente acentuadas.
Dessa forma, "O Réquiem Poético" não apenas atravessou fronteiras religiosas e culturais, mas inscreveu-se como testemunho de que a arte, quando fiel à verdade do espírito e ao compromisso humano, converte-se em ponte entre consciências e em memória viva que resiste ao tempo e dignifica a passagem do homem pela História.