Deixa eu te dizer algo que quase... Dionathas Rodrigues
Deixa eu te dizer algo que quase ninguém tem coragem de admitir: sacrificar os próprios sonhos para ser aceito é uma morte lenta. Não mata o corpo, mas enterra a alma viva. A dependência emocional acostuma o coração a migalhas e, quando a fome vira rotina, a gente começa a chamar migalha de amor, silêncio de paz e prisão de estabilidade. Mas Deus não te fez pombo pra viver de restos no chão. Ele te fez águia e águia adoece quando aceita viver em galinheiro. Sobreviver não é vitória. Respirar não é viver. Aguentar não é propósito. Tem muita águia dizendo que o ambiente não influencia porque admitir isso exigiria coragem para mudar. E mudar dói. Dói perder gente. Dói decepcionar. Dói ficar sozinho por um tempo. Mas tudo que custa a tua sanidade emocional é caro demais, mesmo que venha embrulhado em conforto. A vida não foi uma escolha tua, foi um presente de Deus. E desperdiçar esse presente tentando caber onde você não é honrado é uma forma silenciosa de ingratidão. Feche as torneiras emocionais. Tampe os ralos por onde sua energia escorre. Nem todo mundo merece acesso ao teu coração, à tua visão, ao teu futuro. Ser você mesmo exige renúncias. Às vezes renúncia de lugares. Às vezes de pessoas. Às vezes de versões antigas de você que já não cabem mais. Mas a liberdade de tomar um café em paz, de criar sem medo, de ir embora sem culpa, de voltar a sonhar sem pedir permissão, isso não tem preço. Não mate a criança que você foi só para sustentar o adulto que o mundo quis que você fosse. Volte a cantar. Volte a criar. Volte a empreender. Faça o que te deixa vivo, mesmo que pareça estranho para quem escolheu se apagar. Ser autêntico assusta porque te obriga a assumir responsabilidade pela própria vida. Mas nada te impede. Existe um mundo inteiro esperando a tua coragem. Você pode. Você consegue. E quando o primeiro passo é dado, o caminho responde. A planta sem água morre. E o ser humano sem verdade também. O maior arrependimento não é errar, é chegar na velhice e perceber que o tempo passou enquanto você vivia para agradar. Aquilo que te dá medo, aquilo que você evita ouvir, aquilo que confronta o teu conforto, é exatamente por ali que está a tua libertação.
