Maturidade e Sabedoria Quando eu era... VanderleyAndrade

Maturidade e Sabedoria


Quando eu era menino, agia como menino, pensava como menino e fazia coisas próprias da infância.
Mas o tempo passou. Cresci. E agora, ao olhar para o homem que me tornei, percebo que a maturidade exige mais do que o simples passar dos anos. Preciso agir com a responsabilidade de um homem, e não mais com as imaturidades de um garoto.
Ser homem é, antes de tudo, assumir a responsabilidade pelos meus compromissos, pela minha palavra e pelos meus atos.
É entender que a verdadeira força está em honrar os princípios que cultivamos e em viver de acordo com eles, mesmo quando a vida nos desafia. Preciso ser como Jó: íntegro, reto, temente a Deus, reconhecendo que a fé não se limita aos momentos de facilidade, mas se revela nas provas da vida.
Agir como homem é abandonar as picuinhas, as brigas pequenas e as intrigas que só nos afastam do que realmente importa.
É deixar para trás as minúcias que nos distraem e nos desvirtuam daquilo que Deus espera de nós. No lugar disso, precisamos cultivar o respeito, a paciência, e o perdão – pilares que fortalecem nossa caminhada espiritual e humana.
Ser homem é também ser alguém que se dedica à família com carinho e respeito.
É ser bom filho, bom irmão, bom pai, e, acima de tudo, um cidadão comprometido com o bem comum e com a justiça. A verdadeira masculinidade é aquela que se constrói no serviço ao próximo, que se revela nas pequenas atitudes diárias de cuidado e generosidade.
Agir como homem é agir com a razão, mas sem perder a capacidade de se emocionar diante do sofrimento e das dificuldades alheias.
É buscar o equilíbrio entre a lógica e o amor, entre a mente e o coração. E, talvez, o maior desafio seja não perder a sensibilidade, a capacidade de dividir o pão com quem tem fome, de estender a mão para quem precisa, de ser luz na vida do outro.
Por fim, ser homem é manter viva a inocência de criança, mas com a sabedoria que a experiência e os erros nos ensinam.
É saber que o amadurecimento não significa perder a capacidade de sonhar, de ver o mundo com olhos puros e esperançosos. Mas também é reconhecer que, para ser verdadeiramente inteiro, precisamos aprender com os nossos erros e com a vida, sem jamais abrir mão da compaixão e do amor.