A Margem que nos Une Somos dois rios que... cdo nbg
A Margem que nos Une
Somos dois rios que correm lado a lado, Condenados a se olhar, sem nunca se tocar. O destino é um muro alto e caiado, Que nos proíbe o chão, mas nos deixa sonhar.
Teu vulto é um cais que eu vejo de longe, Uma luz que acende onde o pé não alcança. Meu peito é o altar de um amor monge, Que vive de prece, fé e esperança.
Amar-te é o crime mais doce da vida, É querer o infinito em um mundo tão estreito. É saber que a porta estará sempre esquecida, Mas ter o teu nome gravado no peito.
Gostaria que eu adaptasse esse poema para algo mais esperançoso ou prefere manter esse tom de saudade? .. .. ...
